Durante o mês de março de 2026, em alusão ao Mês da Mulher, acadêmicos do 5º semestre do curso de Fisioterapia da Unisep – Campus de Francisco Beltrão desenvolveram um importante projeto de extensão voltado à saúde da mulher. O projeto foi realizado dentro da disciplina de Projeto Integrador Extensionista III, com ênfase na área, e contou com a supervisão da professora Julia C. Prigol.

O projeto consistiu em palestras educativas sobre incontinência urinária, um tema ainda pouco debatido, mas bastante presente na vida de muitas mulheres, especialmente na terceira idade. A iniciativa levou informação e orientação a participantes de Clubes de Mães nos municípios de Verê, Enéas Marques e Francisco Beltrão, este último nos bairros Marrecas, Jardim Seminário, Jardim Floresta e Novo Mundo. O objetivo foi disseminar conhecimento, normalizar o diálogo e conscientizar sobre as possibilidades de tratamento, contribuindo para que mais mulheres entendam que não precisam conviver com o problema em silêncio.

A incontinência urinária é caracterizada pela perda involuntária de urina, podendo ocorrer em situações de esforço, como tossir ou rir, ou surgir de forma repentina, com urgência para urinar. Apesar de comum, a condição ainda é cercada por tabus, o que muitas vezes impede a busca por orientação ou tratamento adequado. Nesse contexto, a fisioterapia se apresenta como uma abordagem eficaz, principalmente por meio de exercícios que fortalecem a musculatura do assoalho pélvico.

De acordo com a professora Julia C. Prigol, especialista no tema e responsável pela supervisão do projeto, ações como essa são fundamentais para aproximar o conhecimento acadêmico da comunidade. “Nosso objetivo foi justamente levar informação de forma acessível, ajudando a desmistificar a incontinência urinária e mostrando que existe tratamento. A fisioterapia tem um papel essencial nesse processo, promovendo qualidade de vida e bem-estar”, destacou.

Os acadêmicos Ismael e Renan no clube de mães da comunidade de Presidente Kennedy, interior do Verê

Renan da Silva, um dos estudantes envolvidos relatou a experiência vivida durante as palestras e os desafios ao abordar um tema delicado. “No começo, quando começamos a falar, foi meio estranho, porque é um assunto difícil para dois homens tratarem com mulheres. Mas, conforme a apresentação foi acontecendo, elas foram interagindo, entendendo o assunto, e a gente foi se soltando mais. Elas compartilharam histórias, se identificaram com os tipos de incontinência e foram muito receptivas. A maioria eram senhoras com mais idade, então exigiu um cuidado maior na forma de falar, mas no fim deu tudo certo e conseguimos cumprir nosso objetivo.”

A situação também evidencia o compromisso ético dos acadêmicos com a profissão. Mesmo diante de um tema sensível, especialmente ao ser abordado por jovens em um público feminino de outra faixa etária, os estudantes não hesitaram em levar informação de qualidade, demonstrando responsabilidade, respeito e dedicação à promoção da saúde.

A coordenadora do curso de Fisioterapia da Unisep, Vanessa Cecatto, destacou o orgulho pelo trabalho desenvolvido. “É motivo de muito orgulho ver nossos acadêmicos encarando desafios como esse, indo até as comunidades, falando com um público muitas vezes desconhecido e mais reservado, e ainda assim abordando um tema tão importante com responsabilidade e sensibilidade. Esse projeto de extensão reforça um dos pilares da formação na Unisep: preparar profissionais comprometidos com a sociedade”, afirmou.

O projeto reforça o papel da Unisep na formação de profissionais éticos, capacitados e engajados, além de destacar a importância da extensão universitária na formação acadêmica. A instituição agradece aos Clubes de Mães que abriram as portas para receber os acadêmicos e parabeniza alunos, professores e coordenação do curso de Fisioterapia.